Videocirurgia

Colecistectomia - Retirada da Vesícula Biliar

Exploração das vias biliares-retirada de cálculos do canal do fígado

Cálculos (ou pedras) na vesícula biliar de um paciente podem migrar para dentro do canal do fígado, causando obstrução do fluxo da bile, que vem do fígado. A obstrução causa um “amarelão” no paciente, em função do refluxo da bile no sangue e de seu depósito na pele – então, a cor amarelada em todo o corpo, no branco dos olhos e o escurecimento da cor da urina.

Esses cálculos podem ser extraídos por videolaparoscopia no momento da retirada da vesícula. O procedimento é realizado com um pequeno corte no canal do fígado e com a ajuda de instrumentos delicados e cestas (baskets) – o resultado é a remoção total dos cálculos. A pequena abertura é fechada com pontos internos e, dependendo da situação, é colocado um dreno. O pós-operatório é semelhante ao descrito na colecistectomia videolaparoscópica.

Anatomia do fígado e vias biliares

Anatomia da Vesícula Biliar

Retirada dos cálculos do canal do fígado por endoscopia

Dependendo da avaliação do Dr. De Carli, também pode ser realizada a retirada dos cálculos por endoscopia – em termos técnicos, através da CPRE - Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica, que é a retirada dos cálculos através de uma endoscopia digestiva alta. O método é o seguinte: sob sedação, um aparelho endoscópico é colocado pela boca e até o duodeno, onde os cálculos podem ser visualizados (outra opção é o contraste por raio-X antes da retirada).

Em 24 ou 48 horas após o procedimento endoscópico, deve ser retirada a vesícula – colecistectomia videolaparoscópica -; caso contrário, ela continuará produzindo cálculos, os quais, em dois ou três meses, podem migrar novamente. A nova migração causará obstrução do canal do fígado e, até mesmo, obstrução do canal do pâncreas, o que provoca pancreatite aguda, doença bem mais grave e que pode levar à morte.