Videocirurgia

Gastrectomia - Cirurgia de Retirada Parcial ou Total do Estômago

Sobre a Cirurgia

Indicação cirúrgica

A indicação cirúrgica é feita para que o paciente possa realizar a cirurgia em caráter eletivo, isto é, escolhendo o dia da cirurgia, o cirurgião e o hospital

Isso evita o desconforto de realizá-la em caráter de urgência, quando, por exemplo, o paciente não consegue mais se alimentar, nem ingerir água, ou quando apresenta sangramentos pela a boca ou nas fezes.

Marcação da cirurgia

Geralmente, a cirurgia é marcada para o dia escolhido por cirurgião e paciente. São necessários exames laboratoriais e avaliação cardiológica pré-operatória para que a cirurgia ocorra com segurança.

Internação hospitalar

O paciente é internado um dia antes da cirurgia para preparo intestinal.  Deve realizar jejum de, no mínimo, oito horas, inclusive sem água.

A cirurgia ocorre sob anestesia geral e varia de quatro a oito horas, dependendo das condições locais e do segmento do estômago retirado.  Geralmente, em 99% dos casos, pode ser realizada por videolaparoscopia. A conversão (passagem da cirurgia de videolaparoscopia para a convencional – aberta) é necessária em apenas 1% das vezes.

Cirurgia

São feitas de quatro a seis incisões no abdômen: uma de 1 cm na cicatriz umbilical (por onde é colocada a câmera que oferece ao cirurgião, pelo monitor, uma visão com 20 vezes de aumento e iluminação potente), três incisões de 5 mm e duas de 1 cm ao longo de quatro quadrantes do abdômen. O abdômen é insuflado com gás carbônico para que o cirurgião possa enxergar dentro da cavidade. No abdômen, solta-se o estômago de modo que o cirurgião possa verificar onde retirá-lo. São utilizados materiais do tipo stapler, grampeadores que cortam e suturam ao mesmo tempo, tornando a cirurgia mais rápida e segura. Também é necessária a tesoura chamada ultracision, que tem a capacidade de cauterizar e cortar ao mesmo tempo. A retirada do segmento ou de todo o estômago é realizada com uma pequena ampliação de uma das incisões no abdômen. Ao final do procedimento, retira-se também o gás carbônico.

É realizada a anastomose (aproximação com suturas) entre o estômago e o intestino delgado. A anastomose permite a passagem dos alimentos da boca através do pequeno segmento de estômago restante até o intestino delgado. Ou, então, quando há a retirada total do estômago, diretamente do esôfago ao intestino delgado.

São utilizados drenos e sondas, que ficam por determinado período no pós-operatório.